1. 31
    Dec

    Especial de Ano Novo

    Hey hey you you

    Panda aqui! Vim fazer algo diferente ante a virada do ano. Algo bem simples, mas útil. Já que Pulp fez a att hoje (eu espero que vocês já estejam calmas e divertidas), então posso usar minhas palavras chatas para impor um pouco de tédio e utilidades à vocês.

    Vamos ao que interessa.

    Alguém sabe a diferença principal numa história em terceira pessoa e uma história em primeira pessoa? O que isso vai modificar na fanfic?
    Optar pela narração em primeira ou terceira pessoa é algo de grande relevância. Se levado em conta vai fazer sim uma grande diferença durante a leitura e interpretação da sua história.

    Fanfics são histórias amadoras, não é necessário que você se esforce tanto; mas, sinceramente - e pessoalmente -, não é legal um trabalho mal-feito.

    PRIMEIRA PESSOA DO SINGULAR: EU

    Ideal para quando a ‘plot’ não é lá essas coisas.

    O melhor de escrever da primeira pessoa é que você pode entrar na cabeça do personagem, deescrever mais minuciosamente o psicológico, o drama particular.
    O personagem vai precisar de uma definição psicológica maior. Nós, pobres mortais, não somos lá os gênios para criarmos outra pessoa em nossas próprias mentes. Aliás, ainda não conheci ninguém capaz disso, Você vai sempre deixar um pouco de si na personalidade do personagem, não é a toa que a escrita é uma arte, uma forma de se expressar.

    (Parênteses)
    Ou seja, quando você estiver escrevendo no computador e sua mãe disser ‘saia do computador!’, uma resposta boa seria ‘Eu estou expressando minha arte, Senhora minha mãe.’
    (Fecha parênteses)

    Por isso, ao escrever em primeira pessoa, você deixa suas impressões digitais ali. Bater mil vezes na mesma tecla vai encher o saco, então nada de viciar na primeira pessoa, por mais fácil que seja narrar dessa forma. FIKDIK

    Voltando ao assunto ‘psico’ e da impressão digital, libere sua mente enquanto escreve, e deixe a personalidade da personagem te dominar; apenas assim você saberá se guiar nos próximos acontecimentos (E isso vale muito para os dramas). Não esqueça-se de que também deve entrar na mente dos outros personagens. FIKDIK

    Exemplos de livros conhecidos em primeira pessoa:

    A Saga Crepúsculo - Stephenie Meyer
    Para que a história água-com-açúcar fizesse algum sucesso, Meyer precisou de um toque extra: A mente de uma adolescente. A fantasia de um homem perfeito como Edward e o modo lindo e maravilhoso (e politicamente correto) em que a personagem Bella Swan via as coisas deu o toque para que a saga virasse A Frebre. Meyer não é uma escritora de contos vampíricos; e sim uma romancista. A entrada dos vampíros é apenas um thriller na história.
    Opinião da Pandora: É uma merda, mas eu A-D-O-R-O.

    Crônicas Vampíricas - Anne Rice
    Com o lindo e maravilhoso Lestat de Lioncourt, a verdadeira escritora de contos vampíricos, Anne Rice, manda os pêlos do meu braço para a lua. Palavras em primeira pessoa, mas eu diria ser em primeira mão. O Vampiro Lestat é um personagem bem definido, e o uso da primeira pessoa apenas torna as coisas mais reais e o mundo vampírico (mental e matafórico) cada vez mais complexo.
    Opinião da Pandora: Não posso opinar, sou louca e viciada na Anne.

    E aí, alguém quer opinar sobre alguma fanfic que já leu em primera pessoa? Vou deixar a pergunta livre!

    TERCEIRA PESSOA DO PLURAL : ELE, ELA, ELES, ELAS.

    Ideal para quem tem A PLOT.
    Sabe aquela história super bombástica que você mesma acaba de ler sua arte e suspira: ‘Uau, fui eu mesma que fiz isso?’
    A terceira pessoa do plural permite que você deescreva melhor os locais e os personagens com um outro par de olhos.

    Mesmo na terceira pessoa você ainda pode se intrometer e criticar os personagens. Num estilo Machado de Assis, como uma autora que já passou por aqui pelo FFR, a Anne Stengel. Você pode se intrometer na narração e divertir a leitora com um comentário gaiato ou com uma filosofia que venha a calhar.

    É muito mais difícil escrever na terceira pessoa, admito. Não desista em tentar.

    Para uma fanfic, a terceira pessoa é bem útil em pequenos contos ou em grandes histórias cheias de aventuras e com muitos personagens. Você é capaz de falar de oito pessoas completamente diferentes num mesmo parágrafo. É mágico.

    Exemplos de livros conhecidos em terceira pessoa:

    Saga Harry Potter - J.K Rowling
    Nosso lindo e realmente mágico mundo bruxo. Rowling é simplesmente uma gênia. E, vejamos bem, acabei de falar disso. Harry Potter tem A PLOT, uma história de aventura de arrepiar, de enlouquecer; os fãs que o digam! Best-seller que eu diria valer o que dizem. O personagem de Harry tem o aprofundamento psicológico perfeito, assim comos seus amigos, parentes… Tanto que no meio do livro você pensa: É claro que o Harry não vai fazer nada. Só que numa jogada de mestre, Rowling faz tanto de Harry como de Voldemort dois personagens extremamente misteriosos. Mistério é mistério, mon amour.
    Opinião da Pandora: Love at first sight.

    Saga Gossip Girl
    Pode não ser lá aquelas coisas, mas o livro VICIA. Você vira as páginas sem nem saber que tá virando, entra no mundo deles. Você sabem que é cada um: Serena, Blair, Nate, Vanessa, Dan… É tudo bem definido. E posso até fazer uma breve comparação com dois seriados de TV: SKins e Heroes. Ambos concentram o foco num personagem durante um certo tempo, mas mantém todos juntos. Incrível. Terceira pessoa deixa com que Nate fume à vontade e a coisa não fique pesada; e com que Blair compre e reclame e assim por diante.
    Opinião da Pandora: Admito, eu viciei. Mas já fui pra Rehab.

    E aí, alguma fanfic em terceira pessoa que te impressionou? Ela tinha A PLOT? Não? Conte-nos sua opinião!


    Se quiser, pode mandar um e-mail para fanficreviews@hotmail.com; Sua opinião poderá ser publicada de acordo com seu consentimento.

    Um beijo da Pandora2010 risos

    xxx

avatar_96
FFR está aí para ajudar autoras e leitoras de fanfics, facilitando o processo todo. Críticas de fanfics, compartimentalização, ajuda na criação da sua história. Estamos aí!
Page 1 of 1